Oligoterapia: Metodologia de diáteses

Nosso corpo é constituído basicamente de matéria e energia (ou, porque não, só energia!). A vida só acontece por intermédio de atividades químicas e elétricas. Cada pensamento, sentimento, emoção ou ação causam alterações químicas e elétricas. Da mesma forma, cada pensamento ou conduta é proveniente destas alterações.

Se percebermos nosso corpo dessa maneira, será mais fácil compreender estes complexos fenômenos de energia de intercâmbio de “íons” que ativam enzimas. A nossa engenharia enzimática dirige a complexa atividade química da célula viva. Nosso corpo elétrico utiliza esses minerais para conduzir o fluxo ótimo das funções corporais.

Íons de metais e minerais ou oligoelementos (= traços de micronutrientes) são a coluna vertebral do nosso metabolismo. Todos os outros nutrientes, incluindo as proteínas, os carboidratos, as gorduras, as vitaminas e as enzimas requerem uma variedade enorme de minerais ou oligoelementos para sua adequada função biológica. Dos fatores que causam a diminuição do oxigênio nas células, a deficiência de minerais é o mais grave e muitas vezes não considerado nos tratamentos convencionais.

O emprego destes elementos em pequenas doses geram no organismo muitas funções não só bioquímicas, mas principalmente biofísicas, atuando como catalisador com a capacidade de entrar em ressonância com a energia de cada indivíduo. Por atuar nos campos energéticos trabalham não só os aspectos fisiológicos, mas também os campos emocionais, ativando os processos de expansão da consciência e transformação celular . A Oligoterapia é uma Terapia Energética e Vibracional, pois tem como modo de ação, um padrão energético; ela utiliza a energia dos íons .

A Oligoterapia ou Medicina Funcional Francesa teve seu início através do Dr. Jacques Ménétrier nos anos 30 em Paris, que após o acompanhamento do tratamento de pacientes tuberculosos, questionou a abordagem médica na época, centrada no sintomático e bastante hipocrática cuja interpretação da anamnese se dava pelo caráter de hereditariedade e receptividade às doenças, sendo assim, em 1937- escreveu a tese: “Condições sobre a Receptividade às doenças” culminando na fundação do “Centro de Estudos e Pesquisas Biológicas” em Paris, em 1944.que realizou estudos que abordaram duas diretrizes básicas:

  • Estudar e precisar a ação reguladora dos oligoelementos em dose ínfima, e
  • Definir uma semiologia funcional precisa no contexto das diáteses, que são os pilares dessa medicina funcional. Esse conhecimento é indispensável para essa prática terapêutica.

A figura 01 e a descrição abaixo classificam as diáteses segundo Ménétrier:

Figura 01: Classificação das diáteses segundo Ménétrier Fonte: MÉNÉTRIER, Jacques. A medicina das funções. Lisboa/São Paulo: Organon-Biopress, 2000.

 

. Diátese I: Alérgico ou artrítico ou estênico: Define todos os indivíduos em que há aceleração nas trocas orgânicas, com respostas muito rápidas, excessivas. O tratamento desta diátese requer a recomendação do oligoelemento Manganês (Mn);

  • Diátese II: Hipostênico ou artro-infeccioso: Nestes há diminuição nas trocas celulares. As respostas são lentas e de intensidade insuficiente, sintomatologia hiporreativa, tendência a infecções e fatigabilidade anormais, progressiva com o decorrer do dia. O tratamento desta diátese requer a recomendação do complexo oligoterápico Manganês-Cobre (Mn-Cu);
  • Diátese III: Distônico: Neste nível há uma desadaptação da resposta celular. É a Diátese da segunda metade da vida, da maturidade. O tratamento desta diátese requer a recomendação do complexo oligoterápico Manganês-Cobalto (Mn-Co);
  • Diátese IV: Anérgico: Aqui as trocas celulares estão muito diminuídas, quase nulas, há a insuficiência global de reações auto-defensivas, e impotência terapêutica a qualquer tratamento. O tratamento desta diátese requer a recomendação de um complexo oligoterápico Cobre-Ouro-Prata(Cu-Au-Ag).

Existem ainda as Síndromes da Desadaptação ou Síndromes Endócrinas. Se apresentam como desajustes no eixo hipófise-genital ou hipófise-pancreático, e se equilibram com os policatalisadores Zinco-Cobre (Zn-Cu) e Zinco-Níquel-Cobalto (Zn-Ni-Co) respectivamente.

Todos esses elementos são produzidos pela DNS, compõem a Linha Cátions e são elaborados exatamente como preconiza da metodologia de Jacques Menétrier e ainda recebem impregnação de frequências dos metais e minerais.

Na Oligoterapia, cada paciente terá a indicação um oligoelemento de base com o qual se trata sua síndrome reacional (terreno) e, adicionalmente, um ou mais oligoelementos em um esquema de administração concreta em função do seu transtorno atual (morfologia). Para se identificar o terreno, o oligoterapeuta deverá realizar uma anamnese detalhada mediante uma entrevista minuciosa e se baseará no exame físico e integrado do paciente. Dessa forma, é feita a recomendação do tratamento.

A oligoterapia se baseia no princípio da “vicariação regressiva”. Termo este usado na homotoxicologia para definir condições onde as toxinas “viajam” de um estágio mais profundo nos tecidos embrionários e do interior da célula para um estágio mais superficial e fora da célula, dando ao organismo, condições de regenerar-se e curar-se.

A maior vantagem dos oligoelementos reside na dosagem infinitesimal, que os coloca longe dos perigos de toxicidade. São absorvidos pela mucosa bucal, chegam à linfa, e são levados diretamente ao circuito sanguíneo, que finalmente os conduzirá ao local carenciado onde se fixarão preferencialmente.

Submetidos a uma manipulação de técnica especial, são ativados (ionizados), obtendo-se assim íons dos mais variados elementos, como: Alumínio(Al), Bismuto(Bi), Boro(B), Cálcio(Ca), Cobalto(Co), Cobre(Cu), Cromo(Cr), Ferro(Fe), Flúor(F), Germânio(Ge), Iodo(I), Lítio(Li), Magnésio(Mg), Manganês(Mn), Molibdênio(Mo), Níquel (Ni), Potássio(K), Rubídio(Rb), Zinco(Zn), Vanádio(V), alguns destes integram a barreira intermentes.

Ao avaliar as Diáteses de nosso paciente, devemos sempre ter em mente que estamos buscando identificar suas heranças ou predisposições herdadas. É raro encontrarmos uma diátese “pura”, já que nós sempre trazemos os resultados das heranças de nossos ancestrais. Entretanto, uma das diáteses sempre será a preponderante, e é esta que estamos a investigar. Esta classificação da diátese, não é absoluta. As diáteses podem se sobrepor ou passar de uma à outra ao longo da vida do indivíduo.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

ANTUNES, Dr. Francisco. Terapia Ortomolecular Natural. Editora Cultrix, 2002.

DUPOUY. A. Oligoterapia: fundamentos da clínica e da terapêutica. Lisboa: Biopress, 2000.

MÉNÉTRIER, Jacques. A medicina das funções. Lisboa/São Paulo: Organon-Biopress, 2000.

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